filha de pica-pau

Hoje de manhã no carro, a caminho da escola:

– mamai, compa uma tisolinha de pástico pa mim, cooooooompa?

[Pausa pra observação: as suas frases que começam com “Compra pra mim…” são sempre cantadas, uma entonação peculiar e exclusiva (um tom consumista pero-no-mui sério) numa estrutura fixa. Só muda o nome do objeto de desejo.]

– pra que uma tesoura, filha?

– pra cortar a ávole.

– cortar a árvore?? Mas por que?

– puquê ela é toda bunitinha.

– …

Anúncios

*porpurina*

– eu adolo lupulina, mamai!

– eu também, filha!

.

(quanto tempo, ahn!?)

Babywearing Brasil

Em Brasília, será no dia 26 de setembro!

BWB

pros ouvidos e alma

A música sempre teve papel importante na minha vida. É ela quem define as várias fases e ciclos (pra quem tem uma memória de mosca como eu, é necessário esse subterfúgio), define tribos, é alegoria àquela viagem, àquele encontro, àquela tristeza ou êxtase. Está em tudo, enfim. E não seria diferente quando da sua chegada, claro.

Durante a gestação foram MPBabies a rodo. Todo o cuidado era pouco, afinal, um ser em pleno potencial estava se formando e nós éramos responsáveis por proporcionar as primeiras boas sensações! O pai, tomando a parte da responsabilidade que lhe cabia, tratou de providenciar música clássica da melhor qualidade (afinal, era a praia dele). De tudo que ele trouxe dos sebos, o que me agradava mais era Bach e Grieg. E Mozart. Tá, Beethoven também.

Já fora da barriga, Dora, como eu e todo mundo, teve [tem e terá] suas fases pontuadas por músicas. No início era gostoso porque somos nós quem definimos, certo? Ao mesmo tempo ela já demonstrava preferências e insatisfações. O que por sua vez, também era muito gostoso, como descrito lindamente aqui. Bach, chill out (hello, estamos em 2009!), chill out para bebês, também. Música do vovô, Cartola, Palavra Cantada, Marisa Monte e batucada afro, o negócio sempre foi sortido.

Depois é a chegada do Bebê Mais e Cocoricó, do Barney e Backyardigans, e um novo panorama se apresenta com mais cores e nuances e, invariavelmente, ela não mais se submeteria somente ao nosso gosto musical.

Eu desconfiava, mas é ainda mais gostoso e encantador! Percebê-la cantando [gritando] junto a “música da bailarina“, e eu rindo enquanto dirijo e olho sua cantoria pelo espelho retrovisor. Sua relação de amor-e-medo com a tal “música da bruxa“. Até um gosto excêntrico claramente influenciado pelo pai, através das ditas “músicas rápidas“. Voltando aos pliès, tem também a música do “príncipe com a bailarina”, a “música da sereia”. Mas o mais especial (por ser um disco fantástico e por ele a ter tocado assim) é “a princesa e o sapo”. Aliás, enquanto o sapo canta ou toca flauta (é o trompete do Louis), a princesa dança, sabia?

Ela sabe. E nos contou. =)

ella-louis

update

– ó o sacico pelelê, mamai!

saci

– agola desenha a bela amolecida

bela amolecida


=D

slingada

slingada

mais aqui: http://babywearinginternational.org/

na garagem

“ó, os carros tão descansando, mamai!”

a brand new point of view, todos os dias! 🙂