Arquivo para setembro, 2008

da arte da convivência

* caca (pucca)
* cac (formiga e/ou pequeninos insetos)
* caco (água)
* acaco (macaco)
* caur (carro)
* cocó (dvd ou cd – em referência ao Cocoricó ou Backyardigans)
* côco (porco – referência à animação Jakers, um dos dvds prediletos)
* cocô (cocô)

E eu que temia chegar a tal fase da complexidade dialética (da definição grega antiga)… mole, mole! rs

parto normal ou cesárea?

“Atualmente no Brasil, muitas mulheres grávidas têm sido submetidas
ao que é conhecido como “desneCesárea”.

O PARTO, além de ser um ato fisiológico, é também um evento
familiar, pessoal e sagrado e, em mais de 80% dos casos, não deveria
ser um ato médico.

A cesárea, indicada em 10% a 15% dos casos, como recomenda a OMS
(Organização Mundial da Saúde), é uma cirurgia de grande porte e
maior risco. Sendo assim, somente deveria ser realizada no intuito
de salvar a vida da mãe e/ou do bebê ou de evitar risco de dano à
integridade da unidade mãe-bebê.

Os índices de cesárea no país e no mundo vêm crescendo, é verdade,
na maioria das vezes por razões de conveniência do médico ou da
mulher.

Dessa forma, devemos aplaudir todas as tentativas de normalizar a
situação e incentivar o parto normal, como aquela recentemente
tomada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A iniciativa da Anvisa traz um conjunto de medidas como o direito da
parturiente de escolher o acompanhante durante o trabalho de parto e
o pós-parto imediato e a liberdade de escolha quanto à posição em
que dará à luz, entre outras.

Ainda há outras medidas de incentivo ao parto normal, como o são a
construção de mais casas de parto – não só para as mulheres menos
favorecidas – e a criação de mais cursos formadores de boas parteiras
e enfermeiras obstetras.

Quais seriam, então, as situações em que o médico tem,
necessariamente, de optar pela cesárea em detrimento do parto
normal? Embora em alguns casos essa decisão possa ser tomada com
antecedência, ainda durante o pré-natal – como nos casos de placenta
prévia centro-total -, na grande maioria das vezes ela só pode ser
tomada durante o trabalho de parto, como no herpes genital ativo.

Neste ponto, é importante destacar que situações como falta de
dilatação do colo uterino antes do trabalho de parto efetivo,
cesárea prévia, bacia estreita, bebê grande e gestação gemelar não
são razões para a realização de uma cesárea.

Caso a cesárea seja de fato necessária, aí, sim – mas somente aí -,
ela estaria indicada, e não da forma que vem acontecendo atualmente
no Brasil, mormente no serviço privado, em que 80% a 90% das
grávidas têm sido submetidas, na imensa maioria dos casos, ao que é
conhecido como uma “desneCesárea”.

A mulher deve ser incentivada a exercer o protagonismo ativo no
processo de dar à luz. A mãe, plenamente informada sobre a evolução
de um parto ainda durante as consultas pré-natal, terá ampla
participação durante o processo e condições de tomar decisões
compartilhadas com o profissional de saúde.

A palavra do médico, sua experiência cotidiana e a bagagem de
conhecimento científico que carrega valem muito, evidentemente.
Contudo, há toda uma exaustiva literatura científica que aponta ser
a parteira a melhor profissional para acompanhar um parto normal
numa gestante de baixo risco.

Ao médico caberia o atendimento dos 10% a 15% dos casos em que
estaria verdadeiramente justificada a operação cesariana e dos 5%
dos casos em que seriam necessárias intervenções, tais como o
fórcipe e a vácuo-extração.

Humanização? Sim! Não humanização do parto, pois este já é um evento
humano e nós, profissionais de saúde, não somos desumanos, mas
humanização da assistência ao parto e nascimento, evitando
procedimentos muitas vezes ineficazes, danosos e dolorosos.

Para finalizar, é preciso dizer que devemos melhorar também a
formação dos médicos, pois estes comumente terminam o período de
residência, após a faculdade, com uma visão muito distorcida de um
evento natural, o parto.”

JORGE FRANCISCO KUHN DOS SANTOS , 54, é professor assistente do
departamento de obstetrícia da Unifesp/ EPM (Universidade Federal de
São Paulo/Escola Paulista de Medicina), plantonista do Hospital e
Maternidade Leonor Mendes de Barros, do SUS. Médico obstetra e
ginecologista, acompanha partos há 33 anos.

a idade do estrupiamento

Na antesala do pediatra, fumacinhas na cabeça:

– O pediatra vai ligar pro CT* assim que ela entrar, duvido nada…

 

 

(*) Conselho Tutelar

carinho da ilha

Obrigada, querida (e queridinha)!

=^.^=