Arquivo para junho, 2008

as “tetês” da bebê

Ela ultimamente tem demonstrado seus dons maternais:

– troca a roupa dos “tetês”;
– dá água;
– oferece biscoito;
– leva pra escola

E ai de quem tomá-las de seus braços sem ao menos dar explicações ou não entrar na brincadeira. E eu que subestimei essa bonequinhas de feições tão humanas…

começou assim:

Filha, eu já li e reli esse texto 5.073 vezes… mas acho pertinente deixá-lo aqui na casa da árvore. Só de garantia.

. .

O parto meu e de Dora, o nosso (re) nascimento

Tive uns medos meio malucos… confesso que não tive muitos, não. Bem, meu parâmetro são as outras grávidas, claro (seja aqui na comunidade, no grupo, sejam as amigas, conhecidas, enfim).Ao perceber as duas linhas avermelhadas no teste de farmácia, me deu pane. Em plena sexta-feira à noite, e eu chorando caída no tapete do quarto. Sempre tive esses rompantes exagerados-cinemato gráficos, coisa de sagitariana. .. Liguei prum amigo farmacêutico e ele me acalmou, dizendo que esses-testes- são-muito- falhos, eu me acalmei. Apesar de não ter acreditado muito… Pra constar (o óbvio): não foi planejado.Mas o caso é que eu estava a 1 mês em Rio Branco, Acre, e sozinha (esclarecendo: sozinha sem os amigos e família. Tantas piadinhas ouvi a respeito de não existir ninguém no Acre ou coisa que o valha). Fui a trabalho, um estágio de 6 meses na floresta, experiência mais rica que isso não haveria! Haveria sim, descobri nessa noite de sexta-feira.A sorte (sorte?) foi que no dia seguinte minha mãe chegaria pra passar o fim de semana comigo, de visita. Mui providencial sua presença! Nessa mesma manhã confirmei mais duas vezes o resultado. Estava bem grávida, me diziam os dois laboratórios (do teste, e tal…). Bem, no fim de semana seguinte eu estava de volta a Brasília.

Em poucas semanas eu já havia escolhido a médica que iria me acompanhar no pré-natal, de acordo com o que eu queria pro meu parto, e fiz o primeiro US. Outras tantas resoluções: mudança de apartamento, adiantar a formatura na faculdade e começar a trabalhar, livros e mais livros sobre gestação-bebês, primeiras pecinhas, doula, hidroginástica ou yoga? Hoje me impressiono com minha prontidão e determinação. Eu não titubiei.

No sétimo mês minha médica (que estava também grávida!) teve descolamento de placenta. Entrou em licença por tempo indeterminado. Foi meu segundo pane, digamos. Engordei horroooooooores no sétimo mês!

E foi interessantíssimo! Me descobri dependente dela. Só assim pra poder me libertar. Ela se recuperou a tempo, voltei a me consultar com ela, tranquilo. Mas agora eu era independente! Sabia que minha filha iria nascer bem, com a médica x ou y, não importava. EU QUEM IRIA PARIR. Providencial esse insight (meio óbvio aparentemente, eu sei).

Olha, eu tinha medo de não conseguir identificar os sinais do TP a tempo de ir ao hospital, ou mesmo me preparar. Imagina! Eu (por alguma razão incógnita) achava que não iria sentir dores (as dores fortes e lanscinantes, como as que ouvimos dizer), e por isso sentia o receio de me ver em plena fase de expulsão sentada no sofá de casa assistindo HBO. Tinha certeza que meu parto seria rápido, tranquilo e quase sem dor.

Claro, tinha medo da cesária. Medo de não conseguir meu tão desejado (e preparado) parto de cócoras, e precisar me submeter à faca. Mas novamente, por alguma razão, sentia que meu parto seria da forma como planejei, e isso me tranquilizava e me retomava o centro.

40 semanas exatas de gestação, acordo com uma leve cólica e um sangramentozinho. Marco com o obstetra ao meio dia no consultório (ah, sim. a médica viajou e quem fez meu parto foi outro GO, indicado por ela… um doce. a independência é algo!). Lá ele fez o toque e me disse: 2 cm.

Fui pra casa, e passei o dia com contrações, cada vez mais fortes (mas nem tanto, nada que me impedisse de fazer minhas coisas). A noite chegou, e as contrações estavam mais fortes mas com espaços irregulares. Nesse tempo todo eu me comunicava com meu GO e a doula por telefone. Fiquei em casa mesmo, descansando, fazendo alguns exercícios, comendo, indo ao banheiro (várias vezes, nuh!), recebendo massagem, enfim. A madrugada é que foi longa… dormia alguns minutinhos, e a contração invadia meu sonho em forma de onda. Dormi muito pouco, de fato.

Esperei o dia amanhecer pra poder ligar pro GO e pra doula. E também porque achei que a hora de nascer seria de dia.

Às 8 da manhã nos encontramos os quatro na recepção do hospital (eu, meu companheiro, o GO e a doula). Eu mesma dei entrada no hospital, o registro coisa-e-tal.

Escolhemos um quarto (o último do corredor), e ali ela iluminou. Nasceu às 9:59 da manhã. Eu chorava, mas não me corriam as lágrimas, não haviam mais, e nem as forças. Só alegria e espanto. O espanto de vida.

Foi um parto muuuuuuuuito tranquilo! Lindo! Lembro de flashes apenas, mas o essencial está aqui, sim. Eu de cócoras, o Gui me apoiando por trás. Eu ouvia as intruções do GO como conselhos de um amigo me facilitando um trabalho, o meu trabalho. A doula, idem. Estava receptiva e concentrada. Parecia um bicho (como me prometeu a médica). Tive dores, sim. As maiores que tive oportunidade de experimentar. Mas nada de outro mundo, e não me assustei em nenhum momento. E foram momentos muitos e longos, viu! Mais de 20 horas de trabalho de parto.

Foi perfeito, tranquilo, como tinha de ser.

Fim!

 

 

 

dia de festa

Entusiasmo!

Seguiremos hoje a Campinas pr’uma festa de casamento. Dora e seu vestido glamurento saído diretamente de um thriler de época passado em um orfanato mal-assombrado… sabe como é. Um arraso!

Já até te imagino sendo arrastada pra fora do salão, filha. Com os brancinhos agitados no ritmo descoordenado da música. Eita, menina festeira!

repertório

Até o momento, este é o seu repertório (que provoca ataques felícios na mamãe e risadas no papai):

* gátsi (gato, no bom português)
* dátsi (rato, ou qualquer outro animal… tá, não sei bem o critério adotado)
* pêshi (peixe, né)
* mamain, papá (detalhe: papá pode ser papai ou papá, seu almoço, lanche…)
* au au (au au)
* dênti (hábitos higiênicos saudáveis)
* cocô (desfralde à vista)
* aurro (carro)
* dedê (bebê)
* nenenenê (compulsiva ao pedir biscoitos)
* me dá (ainda pedindo biscoitos)
* águr (água)
* pato (pato, corretamente)
* cócócó (Cocoricó, série infantil da Cultura… referindo-se aos seus DVDs preferidos: Baby Einstein, Bebê Mais, Cocoricó, Palavra Cantada. Tudo é cócócó)
* tartá (tartaruga)

E continua em PG¹, no decorrer das semanas… .. .