Arquivo para história da carochinha
pros ouvidos e alma
A música sempre teve papel importante na minha vida. É ela quem define as várias fases e ciclos (pra quem tem uma memória de mosca como eu, é necessário esse subterfúgio), define tribos, é alegoria àquela viagem, àquele encontro, àquela tristeza ou êxtase. Está em tudo, enfim. E não seria diferente quando da sua chegada, claro.
Durante a gestação foram MPBabies a rodo. Todo o cuidado era pouco, afinal, um ser em pleno potencial estava se formando e nós éramos responsáveis por proporcionar as primeiras boas sensações! O pai, tomando a parte da responsabilidade que lhe cabia, tratou de providenciar música clássica da melhor qualidade (afinal, era a praia dele). De tudo que ele trouxe dos sebos, o que me agradava mais era Bach e Grieg. E Mozart. Tá, Beethoven também.
Já fora da barriga, Dora, como eu e todo mundo, teve [tem e terá] suas fases pontuadas por músicas. No início era gostoso porque somos nós quem definimos, certo? Ao mesmo tempo ela já demonstrava preferências e insatisfações. O que por sua vez, também era muito gostoso, como descrito lindamente aqui. Bach, chill out (hello, estamos em 2009!), chill out para bebês, também. Música do vovô, Cartola, Palavra Cantada, Marisa Monte e batucada afro, o negócio sempre foi sortido.
Depois é a chegada do Bebê Mais e Cocoricó, do Barney e Backyardigans, e um novo panorama se apresenta com mais cores e nuances e, invariavelmente, ela não mais se submeteria somente ao nosso gosto musical.
Eu desconfiava, mas é ainda mais gostoso e encantador! Percebê-la cantando [gritando] junto a “música da bailarina“, e eu rindo enquanto dirijo e olho sua cantoria pelo espelho retrovisor. Sua relação de amor-e-medo com a tal ”música da bruxa“. Até um gosto excêntrico claramente influenciado pelo pai, através das ditas “músicas rápidas“. Voltando aos pliès, tem também a música do “príncipe com a bailarina”, a “música da sereia”. Mas o mais especial (por ser um disco fantástico e por ele a ter tocado assim) é “a princesa e o sapo”. Aliás, enquanto o sapo canta ou toca flauta (é o trompete do Louis), a princesa dança, sabia?
Ela sabe. E nos contou. =)
repeat mode
A peleja da vez é pesquisar / encontrar / baixar / gravar um CD de músicas pra ela. O tema: bailarina. Afinal, por mais *legal* que seja a música, ninguém aguenta ouvir ad eternum no carro:
Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem…
* mas que é uma delícia ouvi-la cantar junto, isso é! *
sobre reinos e pães de queijo
Vamos comprar o pão de queijo das seis na padaria, como fazemos habitualmente depois do horário da escola:
- vamo, desce do carro, princesa mais linda da mãe! (#compulsivepaparication)
- eu nun sô pincesa!
- (…)
- ah não? quem você é, então?
- sou banca de neve.
. . .
Ainda na padaria:
- cadê as picesas?
(sempre que não sei o que responder ou mesmo para saber como entrar na ‘viagem’, retruco com a mesma pergunta. tem funcionado até o momento.)
- cadê, filha, as princesas?
- magabust sbrubbles blus nominmichastki (sem tecla SAP) … olola!
- opa, a Lola… princesa Lola?
- naummm, Ololaaaaa, O-lo-la! (impaciente, obviamente, depois de ouvir a pergunta umas 3 vezes)
- aaaaaaaaaaaaahhhh, Aurora! princesa Aurora, é?
- é. amiga da banca de neve!
#MJ
dia de médico
Ontem não teve conversa!
Okay, teve. Um papo desinteressante entre adultos que não interferia em nada na bricadeira. Agora, depois que começou com a história do vem-cá-pro-tio-saber-o-quanto-você-cresceu ou então deixa-o-tio-colocar-a-fitinha-na-cabeça, ou pior ainda: senta-na-balancinha-pra-gente-brincar-de-ver-o-peso, aí a anjinha sulphur mostrou a que veio!
- Mamãe teve que subir à balança, sulphinha no colo.
- Seu perímetro cefálico é uma hipótese vaga.
- Sua altura foi aferida em milésimos de segundos.
Com tantos erros amostrais nesse experimento, a constatação de sua boa saúde se deu num “ah, ela tá ótima, olha quanta vivacidade?!”.
Ps1: Sabe, filha, é que mamãe não gosta muito de ser pesada… não bastaram 9 meses e 20 horas de trabalho de parto, %$@#$???
Ps2: Sulphur = homeopatia = remédio de fundo = bolinhas gostchosinhas
prazer, eu sou ‘o mato’
Pois no final, carnaval 2009 foi uma delícia! Apesar da guerra contra os pernilongos silenciosos (sacanas demais, chegam sem alarde e fazem O estrago na cria)…
Depois de uns 25 minutos de caminhada, o brinde na cachoeira! E era grande mas estreita, um poço mediano: cabia um bom banho mas não longas braçadas. Perfeito. Cachoeira da mãe, me disseram.
Petit maravilhada, misto de respeito (receio?) e curiosidade. Queria sentar nas pedras logo abaixo da queda, como os outros adultos que faziam sua sessão de hidromassagem. E tinha medo de chegar muito perto. A água gelada não era das mais convidativas, mas isso não foi empecilho pra peixinha.
Fotos do encontro (e fotos na pousada):




the dark knight
Seu filme predileto…

‘manasso, mamai, manasso!’
tecla SAP: palhaço, mamãe, palhaço!
2 anos!
Confesso um certo masoquismo nisso tudo: zil coisas pra preparar, o fatídico prazo, owwwnnn são mesas, acessórios, lembrancinhas so cute… Mas enfim, chegou o momento: celebrar o fim do segundo ano e início do terceiro, a primeira festa de aniversário (ano passado estávamos na praia, lembra?!).
Mamãe mega-ultra-blaster-ansiosa, mas adoraaaaaaaaaaaando muito tudo isso (só agora eu entendo a Carol*). Petit em inferno astral (aliás esse é um post à parte). O sítio está em festa!
Estão convidados todos os meus queridos :
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(*) Carol, que além de ter todos os créditos pela criação do convite, é mãe da sobrinha mais linda do planeta
a atmosfera etílica contagia, sim!
Sim, porque dançar freneticamente na pista de dança não é inédito. Braços, pulinhos, sorrisos, rodopios, tudo isso é so cute, e a gente já tinha presenciado antes.
Mas assediar os menininhos na festa - abraços, beijos, ‘vem dançar!’… hohoho
(deve ter puxado ao pai, só pode!)
enfim, o mar!
< publicado em 3 de janeiro de 2008, no Freak Mothers >
Cena 1:
Mulher de biquini à la vela-de-sete-dias (comprida e alvíssima) contempla o mar… cheio de gente… cheio de ondas, ondas zangadas. Se-estivesse-vazia-seria-muito-mais-gostoso-não-é-minha-mãe?!, indaga ela silenciosamente. Ondas e correnteza, um caixote certo, mas o magnetismo… e dá-lhe coragem pra tomar seu banho de descarrego do último dia do ano!
Cena 2:
A mesma mulher segura com certa dificuldade (com mais força que o habitual) as maozinhas da filha de 1 ano recém-completo que ansiosamente/desesperadamente tenta correr (ainda que não saiba andar) em direção ao mesmo mar arredio e magnetizante.
Cena 3:
O pai da garota, escolado no assunto (recifense o rapaz), entra com filha e tudo na egrégora-praieira-carioca… a mãe apreensiva cuidado-olha-a-onda-aí-atrás!!!, a garota com sorriso em neon e olhos brilhantes, balança as maozinhas pro céu de um azul perfeito.
Preciso morar na praia!
